Na semana de 20 de outubro de 2026, o Ministério da Saúde começou a disponibilizar nove novos medicamentos oncológicos no Sistema Único de Saúde (SUS). A oferta garante tratamento a mais de 116 mil pessoas, beneficiando diversos tipos e estágios de câncer.
Medicamentos disponíveis e suas indicações
Na semana de 20 de outubro de 2026, o Ministério da Saúde iniciou a oferta de nove medicamentos contra o câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). Estes tratamentos possuem 13 indicações clínicas e têm o potencial de beneficiar mais de 116 mil pessoas, conforme estimativas do governo federal.
A lista dos medicamentos abrange diferentes tipos e estágios de câncer. Alguns já eram utilizados para outras condições e agora terão acesso ampliado, enquanto outros estavam à espera de oferta efetiva após passagens anteriores de incorporação. Os medicamentos incluídos são:

- Trastuzumabe – câncer de estômago ou junção esofagogástrica;
- Abemaciclibe – alguns tipos de câncer de mama;
- Pazopanibe – câncer renal de células claras metastático;
- Rituximabe – leucemias e linfomas específicos;
- Abiraterona – câncer de próstata em situações específicas.
Além disso, a relação inclui também o acetato de lanreotida, para tumores neuroendócrinos, o gefitinibe, para tumores de pulmão, a alfatirotropina, ligada ao tratamento de câncer diferenciado de tireoide, e o sunitinibe, usado em cenários específicos de câncer renal e tumores estromais gastrointestinais. O uso desses medicamentos dependerá de critérios clínicos, como diagnóstico e característica do tumor.
Distribuição e abrangência dos tratamentos
A distribuição inicial dos medicamentos contra o câncer será realizada em 20 centros especializados distribuídos entre 17 unidades da Federação, inclusive o Distrito Federal. Os estados onde os tratamentos já começarão a ser disponibilizados incluem São Paulo, Paraná, Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí, Pará, Amazonas, Rio de Janeiro, Paraíba, Distrito Federal, Minas Gerais, Goiás, Rondônia, Rio Grande do Sul, Tocantins e Sergipe.
O governo planeja expandir essa oferta para os demais centros de atendimento oncológico do país até o final de 2026. Apesar disso, as últimas informações indicam que nem todos os hospitais públicos estão equipados com os medicamentos desde o início da distribuição.
Os pacientes ainda fora da primeira etapa de implementação devem seguir as orientações dadas pelo serviço responsável pelo tratamento. O custo anual estimado para a aquisição desses nove medicamentos é de cerca de R$ 155,4 milhões, inserindo-se em um plano mais amplo que prevê 23 novos fármacos oncológicos até dezembro, com um impacto financeiro total projetado de R$ 4 bilhões por ano.
É importante que os pacientes consultem a equipe de oncologia responsável pelo tratamento no SUS para verificar a adequação do uso dos medicamentos e entender o fluxo de tratamento e as alternativas disponíveis.

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